O orgulho
estraga relações, estraga momentos, mas também nos protege de outros. Posso ser
a pessoa mais orgulhosa do mundo, mas ao menos sei quando devo dar o braço a
torcer. Também não o faço com toda a gente, mas também já aprendi que quando se
gosta aprende-se que ser orgulhoso não nos leva a lado nenhum, porque quem
gosta insiste, mesmo quando não dá para continuar. Irrita-me quando sei que a
outra pessoa não vai dar o braço a torcer por ser exactamente como nós, e aí
tudo se complica, ninguém quer dar o braço a torcer e ficam naquele impasse. De
que vale? Um amor que nos fugiu por entre os dedos por causa do tão conhecido e
chamado “orgulho”? Está bem que ele nos protege no sentido em que talvez não
nos magoemos tanto, mas isso também se deve ao feitio de cada um. O orgulho
estraga e protege, mas prefiro estar com a pessoa que gosto e ser feliz ao seu
lado sem o meu orgulho do que ser uma pessoa orgulhosa sozinha. Apesar do amor
próprio também sabe bem estarmos ao lado da pessoa de quem gostamos. Dá o braço
a torcer mais vezes, ri mais vezes, chateia-te mesmo e ama mais, tudo com
intensidade, mas também com o seu percalço.
Sem comentários:
Enviar um comentário