terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pride

O orgulho estraga relações, estraga momentos, mas também nos protege de outros. Posso ser a pessoa mais orgulhosa do mundo, mas ao menos sei quando devo dar o braço a torcer. Também não o faço com toda a gente, mas também já aprendi que quando se gosta aprende-se que ser orgulhoso não nos leva a lado nenhum, porque quem gosta insiste, mesmo quando não dá para continuar. Irrita-me quando sei que a outra pessoa não vai dar o braço a torcer por ser exactamente como nós, e aí tudo se complica, ninguém quer dar o braço a torcer e ficam naquele impasse. De que vale? Um amor que nos fugiu por entre os dedos por causa do tão conhecido e chamado “orgulho”? Está bem que ele nos protege no sentido em que talvez não nos magoemos tanto, mas isso também se deve ao feitio de cada um. O orgulho estraga e protege, mas prefiro estar com a pessoa que gosto e ser feliz ao seu lado sem o meu orgulho do que ser uma pessoa orgulhosa sozinha. Apesar do amor próprio também sabe bem estarmos ao lado da pessoa de quem gostamos. Dá o braço a torcer mais vezes, ri mais vezes, chateia-te mesmo e ama mais, tudo com intensidade, mas também com o seu percalço.


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